terça-feira, 8 de setembro de 2009

As surpresas da vida


Há algum tempo, comecei a namorar um cara. Ele é nove anos mais velho que eu, carinhoso, divertido e inteligente.
Quando ele começou a me paquerar, eu estava solteira e pretendia continuar assim por um bom tempo, uma vez que poucos meses antes tinha sofrido uma decepção terrível. De forma que recusei o primeiro pedido dele para ficar comigo. Ele insistiu e novamente, eu recusei. Ele pediu outra vez e eu fiquei balançada e curiosa. Por que esse cara queria tanto ficar comigo? Aceitei sair com ele.
Conversamos durante umas quatro horas (ou melhor, ele conversou comigo, uma vez que eu sou tímida e não falo muito, a princípio) e depois o moço me levou pra casa. Ao chegarmos nas redondezas, paramos e os dois começaram a falar muito, pois ainda não tínhamos nos beijado (eu havia gostado dele, afinal) e já ficávamos ansiosos. Num determinado momento, ele se movia sem parar e eu dizia alguma coisa quando, de repente, ele me beijou.
O modo como nós começamos foi engraçado e uma coisa muito gostosa de se viver. Hoje eu estou muito apaixonada por este homem-menino, o qual eu recusei três vezes(sim, pois por medo de me envolver e me machucar, tentei me afastar dele enquanto ainda não estávamos namorando), mas que quis continuar comigo assim mesmo. Eu me senti muito lisonjeada por essa insistência, claro, que mulher não se sentiria?
Ele, por sua vez, também demonstra muito carinho por mim, de forma que me sinto feliz por ter continuado com esse doidinho, meu preto. E não sei quanto tempo isso vai durar, mas como escreveu Vinícius de Moraes, "que seja eterno enquanto dure"...